IMAGENS DE UMA EXECUÇÃO

A morte de Mahmud Salah pela polícia israelense, no dia 8 de março de 2002. O material a seguir refere-se à execução do palestino Mahmoud Salah por uma unidade de um posto policial no dia 8 de março de 2002, em Beit Hanina, Jerusalém. São cenas copiadas de um vídeo sobre a execução, conforme publicado no jornal Al-Hayat Al Jadida (Palestina)

 


ESTA É A FORMA COMO A POLÍCIA ISRAELENSE EXECUTOU
MAHMUD SALAH A SANGUE FRIO

Testemunhas palestinas disseram ontem que um membro das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, que morreu na última sexta-feira após ter sido abatido pela polícia israelense em Bet Hanina, Jerusalém Ocupada, foi executado a sangue frio após ter sido preso. Mais de dez testemunhas disseram à AFP (Agence France Press) que presenciaram a prisão de Mahmud Salah, de 23 anos, e que a prisão durou mais de meia hora até o momento de sua execução, mas muitos não quiseram revelar seus nomes àAFP. (Al-Hayat al-Jadida, March 11, 2002)

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(1) Policiais do Posto de Fronteira prendem Mahmud.

 

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(2) O rapaz é jogado ao chão enquanto um outro
rapaz é interrogado (de camisa azul)

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(3) Eles vasculham a área e afugentam os residentes com suas armas

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(4) Mahmud, que está no chão, apanha dos guardas

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(5) Eles tiram as roupas de Mahmud e apontam suas armas para ele.

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(6) As armas são esvaziadas na cabeça de Mahmud

 

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(7) Eles usam um robô para examinar o corpo de Mahmud,
depois de abatido.



DECLARAÇÃO DA POLÍCIA ISRAELENSE SOBRE O INCIDENTE

(Comunicado do porta-voz da Polícia de Israel para a imprensa internacional, em12/03,às 14:23:01, hora de Israel)

Na sexta-feira do dia 8 de março de 2002, um homem bomba a caminho de cometer um ataque terrorista em Jerusalém foi preso pela política porque trazia um grande dispositivo explosivo amarrado na região do peito e estômago. Ele foi jogado ao chão, enquanto peritos  em bomba tentavam desativar o dispositivo. Isto durou alguns minutos. Durante este tempo, o homem bomba tentou por diversas vezes detonar a bomba, esfregando seu peito no chão na esperança de que pudesse ativar o mecanismo. A fim de impedir a morte de policiais, o homem bomba foi baleado pela polícia e morreu. A bomba foi desativada com a ajuda um robô.

A polícia tem um interesse investigativo de prender homens bomba vivos, a fim de obter informações que possam ajudar a impedir futuros ataques terroristas, conforme ocorrido um dia antes com a prisão de um homem bomba nas vizinhanças de Jerusalém.

 


Três aspectos da sucessão de imagens desmentem as várias versões sobre o acontecimento:

1) De acordo com testemunhas, o suspeito estava sob controle há  mais de meia hora antes de ser executado, o que é confirmado pelas imagens acima, que mostram  uma série de policiais e outros em várias posições e desenvolvendo várias atividades por algum tempo mais.

2) De acordo com testemunhas, Salah é atirado contra o jeep e a surra foi filmada e salientada nas imagens do Al-Hayat Al-Jadeeda. A idéia de que a surra violenta que os soldados deram foi porque acreditavam que havia uma bomba não é plausível. Da mesma forma, se havia uma ameaça real de bomba como é que há tantos policiais israelenses e veículos policiais próximos a Salah em quase todas as imagens?

3) O artigo da AFP afirma que: "De acordo com fontes de segurança israelense, Salah estava vestindo um grande casado e os policiais abriram fogo quando ele se recusou a tirá-lo." No entanto, Saleh é mostrado ainda vivo e usando roupas de baixo na imagem 5.

 

http://electronicIntifada.net/features/articles/020312beithanina.shtml

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